SEMPRE BRIOSA

Briosa... se jogasses no céu, morreria só para te ver jogar!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

IN MEMORIAM

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sábado, 28 de maio de 2016

PAULO ALMEIDA, O SENHOR QUE SE SEGUE

O advogado Paulo Almeida, de 42 anos, é o único candidato à sucessão de José Eduardo Simões, nas eleições agendadas para 11 de junho.

Será assim o sucessor de Simões na liderança da Briosa. Paulo Almeida, que exerceu o cargo de vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral no atual mandato, apresenta-se sob o lema ‘Académica Viva’.

Fico triste que não haja mais candidatos no heterogéneo universo de adeptos académicos e que no seio da Briosa não se demonstre maior vivacidade, riqueza e amplitude de opções.

Não gosto nem nunca gostei de listas únicas, e muito menos de acomodadas unanimidades. Fala-se muito, discute-se com frequência diferentes opções para o futuro da Briosa, mas no momento de se ir a votos vejo sempre poucos ou quase nenhuns candidatos.

Enquanto persistirmos na opção de sermos meramente o clube da academia, dos doutores e dos engenheiros não saíremos da cêpa torta!

Como diz o outro: "eles falam falam, mas não dizem (nem fazem) nada..." Mergulhados nesta aflitiva inércia, neste status quo, a cidade continuará de costas voltadas para a Briosa, a grandeza da instituição definhará e as novas gerações continuarão a converter-se e a perder-se de amores por Benfica, Porto ou Sporting

Enfim, elites...

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

BRIOSA: QUO VADIS?

Porque na vida muitas vezes "há que dar um passo atrás para poder dar dois à frente" e dada a pertinência, lúcidez e rigor reflectidos na análise, permito-me aqui reproduzir um artigo judicioso que acabo de ler noutro espaço académico.

As causas da descida, o balanço e…que futuro? 
8 de Maio de 2016 por Simplesmente Briosa

1 – Causas próximas da descida: os erros cometidos esta época. 

 O “pecado original” na preparação desta época foi a continuidade do Viterbo. Nada de pessoal contra ele (antes pelo contrário), mas estava claro que não tinha “estaleca” para treinar, de forma continuada, uma equipa profissional. Sim, eu sei que o ano passado, pegou na equipa e esta respondeu bem: uniu o grupo e o “efeito chicotada” funcionou nos primeiros cinco/seis jogos sob o seu comando, garantindo alguns resultados que nos permitiram, então, evitar a descida. E todos lhe estamos gratos por isso. Mas o futebol da equipa sempre foi curto: baseava-se numa estrutura defensiva “arrumadinha”, com transições rápidas, tanto em “casa” como “fora”, a ganhar ou a perder. Por isso, passado o “efeito chicotada”, essas debilidades vieram ao de cima (veja-se o jogo com o Gil Vicente) e os resultados voltaram a ser medíocres. 

 Contudo, houve quem se deslumbrasse com a tal meia dúzia de bons resultados e achasse que o Viterbo era um grande treinador e, por ser da Académica, seria o Alex Ferguson de Coimbra. Recordo da frase “Je suis Viterbo”, que alguns então adotaram. 

 Talvez essa adulação fizesse o próprio Zé Viterbo acreditar que tinha capacidade para manter-se como treinador principal da Briosa. E isso tornou-o vulnerável ao “presente envenenado” que a direção lhe ofereceu. 

 Na verdade, julgo que a direção não acreditava nele, mas não teve coragem de assumir a sua saída e a contratação de um novo treinador. Sabia que, se as coisas corressem mal a este, logo viriam as críticas dos sócios e o sebastianismo do Viterbo. Por isso, preferiram sacrifica-lo, esperando que meia dúzia de maus resultados acabassem com a sua imagem e permitissem, então, demiti-lo com o apoio dos adeptos. Ainda para mais quando o plantel, já de si com bastantes carências, quase não foi reforçado. 

 O resto já todos sabemos: uma pré-época miserável, cinco jogos e cinco derrotas na Liga (três delas em “casa”, com apenas um golo marcado, e de “penalti”) e eliminados da Taça da Liga. Exibições arrepiantes, com a equipa totalmente perdida em campo, “sem rei nem roque”. Após a derrota caseira com o Boavista, o Zé Viterbo acabou por se demitir, depois de ter passado pela escusada humilhação de ter visto lenços brancos. Algo que ele não merecia. Com zero pontos à 5ª jornada, um calendário difícil e um plantel limitado, quem era o treinador com algum nome que queria vir Académica? Ninguém, está bom de ver. E Mourinhos, Vilas Boas ou Marco Silvas não aparecem todos os dias. A escolha recaiu no Gouveia, um treinador sem grande currículo e que estava no Santa Clara. Pouco tinha a perder com a vinda para Coimbra e aceitou o desafio. Ao início, o “efeito chicotada” pareceu funcionar: depois de uma derrota em Vila do Conde (com apenas dois dias no comando), a equipa fez 16 pontos até ao fim da 1ª volta: ganhou quatro jogos em “casa”, alguns contra adversários diretos, e empatou dois e, “fora”, empatou dois, perdendo apenas com Benfica, Porto e Braga. E, aqui e ali, viram-se alguns momentos de bom futebol. 

Por essa altura, o Tondela (já no 4º treinador da época) parecia totalmente “arrumado” e o Boavista “afundava-se” e tudo parecia indicar que a sorte voltaria a estar connosco. Talvez por pensar assim (e também porque tudo indica que as finanças não ajudam), apenas houve um reforço de inverno digno desse nome: o Rafa, emprestado pelo FCP. Um erro fatal! 

 Mas a 2ª volta começou mal e o Boavista começou a recuperar. A equipa demonstrava falta de consistência defensiva e não conseguia ganhar “fora”. De novo “abaixo da linha de água”, a intranquilidade apoderou-se da equipa, em especial após a derrota em “casa” com o Rio Ave. Depois do “fogacho” contra o Guimarães, seguiu-se o descalabro na receção ao Estoril e, face ao calendário que se seguia e ao história da equipa e suas debilidades, percebeu-se que ia ser muito difícil fugir à despromoção. 

 O Gouveia provou não ser grande “espada”, mas é injusto fazer dele o “bode expiatório”. É certo que tomou alguns opções discutíveis (porque razão demorou tanto a apostar no Pedro Nuno?) e não soube controlar a ansiedade da equipa. Por outro lado, foi visível, a partir de certa altura, que nem todos os jogadores estavam com ele (algo que as declarações de ontem do Fernando Alexandre confirmam). Há quem diga que as suas escolhas eram influenciadas pelo seu empresário e que isso causou natural mal estar no grupo, mas não tenho elementos que confirmem ou infirmem essa tese. Há ainda que falar da formação do plantel e dos critérios subjacentes a ela, da responsabilidade da direção. A Académica, nestes últimos dois anos, teve planteis extensos mas desequilibrados, onde a qualidade não abundava. Não quero com isto dizer que tínhamos demasiados maus jogadores. Não, o que tínhamos era um conjunto elevado de jogadores medianos, sem ninguém capaz de fazer a diferença. 

Compreende-se que tenhamos iniciado a época sem um lateral esquerdo digno desse nome? E que tenhamos tido dois pontas de lança esforçados mas que raramente acertam na baliza? Ou que se contratem jogadores da equipa B de outros clubes, como o Gui? E não nos esqueçamos de que os anos vão passando por alguns jogadores mais influentes da equipa, que já não têm a frescura de há três ou quatro anos atrás. Por outro lado, há demasiados jogadores africanos e brasileiros, que tendem a formar grupos, em detrimento do coletivo. 
O trio de emprestados pelo FCP ainda foi o menos mau das contratações, embora o Gonçalo tivesse desiludido (será que alguma vez jogou na posição certa?) Mas o Leandro foi a grande revelação e o Rafa cumpriu. Como se pode ver, é aos responsáveis diretivos que devemos pedir contos por esta época totalmente falhada e consequente despromoção. Os técnicos e alguns jogadores terão tido também as suas culpas, mas num grau manifestamente inferior. 

 2 – A direção: balanço de um ciclo que termina 

 Na minha opinião, JES só tem uma opção: apresentar a demissão após o jogo com o Tondela e permitir a realização de eleições antecipadas ou a formação de uma Comissão Administrativa que possa tomar, rapidamente, as decisões que se impõem e preparar, atempadamente, a próxima época. Se não quiser sair “pelo seu próprio pé”, então, resta-nos convocar uma AG e destituí-lo. E, se se voltar a candidatar, perderá até com o Rato Mickey. 

Fazendo um balanço da sua longa presidência, encontramos aspetos positivos e negativos. Entre os positivos, considero: a) desportivamente, a longa permanência de 14 anos na 1ª Liga (só superada pelos 23 anos entre 1949 e 1972) e a conquista da nossa segunda Taça de Portugal; b) a conclusão da Academia Briosa XXI, já referida pelo Gonçalo no “post”, que dotou a Académica de muito melhores condições de trabalho; c) alguma recuperação financeira, em especial nos primeiros anos; d) alguma profissionalização da estrutura; e) a blindagem da instituição à devassa por parte da comunicação social; Mas, infelizmente, foram bastante mais os aspetos negativos: a) desportivamente, a mediocridade dos resultados: nos 14 anos de presença na 1ª Liga, apenas em duas delas ficámos acima do 10º lugar e não tivemos de sofrer quase (ou mesmo) até ao fim; b) ainda no plano desportivo, falta de aproveitamento de muitos valores da nossa formação e de uma política de prospeção digna desse nome; c) uma gestão demasiado presidencialista e autoritária, por vezes prepotente, totalmente contrária à matriz da Académica; d) um forte distanciamento dos valores académicos, com a consequente perda da identidade distintiva da Briosa; e) afastamento relativamente à academia, à cidade e aos próprios sócios; f) financeiramente, uma grande incapacidade para fazer face ao passivo e para garantir novas receitas; g) a falta de influência da Académica nas estruturas do futebol nacional. A maioria destes aspetos negativos é, também, uma consequência da condenação do presidente por corrupção: se, para qualquer outro clube, constituiria uma “mancha”, para a Académica é imperdoável. 

 Por outro lado, o JES desperdiçou aquele que poderia ser o seu “momentum”: a conquista da Taça, em 2012, e consequente participação na Liga Europa. Infelizmente, a sua imagem e a da Académica estavam já tão desgastadas, que a academia e a cidade apenas se mobilizaram para o Jamor. Festejada a vitória, voltaram para os seus cantos. Só assim se explica que, nos três jogos da Liga Europa, um deles com o Atlético de Madrid, apenas tivessem estado cerca de 5000 pessoas. 

 Dirão alguns que, apesar dos seus defeitos, o JES se manteve 14 anos no poder, 11 dos quais como presidente. Mas, para isso, contribuiu a fraqueza de uma oposição “a cheirar a bafio”, vista por muitos como herdeira de uma gestão desastrosa. 

Para muitos sócios, o JES foi sempre visto como o mal menor. 

 3 – Que futuro para a Briosa? 

 No futuro imediato, há que encontrar um elenco diretivo credível, seja uma nova direção, seja uma Comissão Administrativa. Se devemos rejeitar JES ou o que restar do “jesisimo”, também não podemos voltar a um passado recente, dominado por uma elite que se julga dona da Académica por privilégios de casta. 

Não é com uma conjunto de politiqueiros da nossa praça, professores universitários, profissionais liberais conhecidos e veteranos que lá vamos. Os primeiros não passam de oportunistas, que procuram servir-se da Académica como trampolim ou complemento das suas carreiras políticas. Haverá, ainda, aqueles que encararão a Briosa como forma de promoção pessoal. Por fim, haverá os bem intencionados, mas que sonham com um regresso a um passado mitificado, impossível nos tempos atuais. Por isso, desde sempre que tenho defendido uma “3ª via”, corporizada numa equipa diretiva jovem, com uma ou outra figura com maior prestígio e peso financeiro, que saiba o que é a Académica e os seus valores mas também que conheça a realidade do futebol moderno. Só assim poderemos recuperar o que perdemos nos últimos anos. E penso em alguns jovens amigos deste blogue… 

 Mas, mais do que as pessoas, o importante são as políticas. Se, no imediato, é essencial um rápido retorno à 1ª liga, interessa também começar as bases da nossa refundação. Desde logo, a Académica tem de marcar os seus traços distintivos sem perder competitividade desportiva e viabilidade financeira. Uma das medidas possíveis seria a Académica passar a apostar na sua formação e a atuar apenas com jogadores formados em Portugal, um pouco a exemplo, à nossa escala, do Atlético de Bilbao. 

Para tal, seria fulcral um departamento de prospeção alargado e dotado de gente competente, capaz de detetar os talentos existentes nas divisões inferiores e nos campeonatos das camadas jovens. Poupava-se dinheiro, tanto nas contratações como nos salários e poderíamos fazer mais-valias em futuras vendas. Ao mesmo tempo, isso daria uma identidade distinta à equipa, que tenderia a contagiar a maioria dos que aqui chegassem. Seria, igualmente, importante manter algumas referências no balneário. De certeza que teríamos equipas bem melhores que a deste ano e a do ano passado. 

Não seria obrigatório os jogadores serem estudantes, mas a Académica comprometia.se a pagar os estudos aos que desejassem prossegui-los. Ao mesmo tempo, a escolha do treinador deveria ser criteriosa e as equipas técnicas (em especial, da formação) deveriam integrar, sempre que possível, antigos atletas da Briosa. 

 Por outro lado, seria de encarar a hipótese de fusão com a secção de futebol, que funcionaria como a nossa equipa B. Inclusivamente, poder-se-ia pensar num regresso total à casa-mãe. Para tal, seria necessário rever os estatutos da AAC, de forma a acomodar a autonomia das secções que disputem ligas profissionais. Não seria para já, mas penso que poderá ser o futuro. Dessa forma, ganharíamos outra legitimidade na academia e na cidade. Para ganhar futuros adeptos, é essencial fazer fortes campanhas de propaganda junto das escolas primárias e secundárias da cidade, com ofertas de bilhetes para todos os jogos e a reativação do Sector Juventude, que existia no meu tempo de jovem. Isto, obviamente, sem descurar a academia, oferecendo, igualmente, bilhetes e regalias a universitários. Ao mesmo tempo, a Académica deveria voltar a intervir ativamente nas estruturas do futebol português, federando os pequenos e médios clubes, por exemplo, em relação à centralização dos direitos televisivos, limitação do número de jogadores com contrato e dos empréstimos e muitas outras questões. 

Estas são algumas ideias que, para já, me ocorrem e são o meu contributo para manter viva a nossa BRIOSA!

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NUNCA ESTARÁS SÓ!

sábado, 7 de maio de 2016

ACABOU!

Dia muito, muito triste! 

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quarta-feira, 9 de março de 2016

FÁBIO VERÍSSIMO EM MOREIRA DE CÓNEGOS



O Moreirense-Académica do próximo fim-de-semana será apitado por Fábio Veríssimo (Leiria).

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terça-feira, 8 de março de 2016

TUDO É POSSÍVEL



Faltam nove finais para podermos garantir e carimbar a manutenção da nossa presença no lugar que é o nosso, na liga principal do futebol português.

Ao treinador cabe preparar o melhor possível os jogadores, a estes cumpre suar e dar o máximo em cada jogo que falta, aos dirigentes apenas se pede que façam o seu trabalho nos sentido de que os jogadores possam apenas ter a cabeça focada no rendimento em campo e a nós, adeptos e sócios, exige-se que criemos uma verdadeira onda negra em cada uma destas finais.

Eu acredito!

13 Mar Moreirense-Académica 

20 Mar Académica-Estoril 

03 Abr Arouca-Académica 

10 Abr Académica-Benfica 

17 Abr Belenenses-Académica 

24 Abr Académica-FC Porto 

30 Abr União Madeira-Académica 

08 Mai Académica -Braga 

15 Mai Tondela-Académica

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domingo, 6 de março de 2016

ASSIM, SIM, BRIOSA!

José Eduardo Simões que tenha juízinho.
Os actuais corpos sociais da Briosa que tenham juízo.
Empresários de jogadores que colaboram com a Briosa que tenham juízo...
... porque hoje os nossos treinadores, jogadores e adeptos deram uma prova cabal que podemos contar com eles!
Ganharam inequivocamente por 2-0 a um Vitória que há muito não perdia!
Mérito de quem suou e de quem apoiou!

Tudo é possível! Rumo à manutenção!

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