SEMPRE BRIOSA

Briosa... se jogasses no céu, morreria só para te ver jogar!

terça-feira, 25 de julho de 2006

DILEMA

Aludindo a um pertinente comentário deixado no meu último artigo publicado, reconheço que a Briosa passa por uma certa descaracterização e que se torna difícil aceitar esta nova realidade por parte dos seus apaixonados apaniguados, nos quais orgulhosamente me incluo.

Num clube que nos habituámos a ver como diferente - onde a mística, o amor à camisola, o romantismo e a ligação à Academia lhe davam uma singularidade exemplar -, ver brasileiros chegar em contentores, e dispensar referências como o Paulo Adriano, reduz-se a afectividade que os adeptos nutrem pelo grupo de trabalho e cria-se uma maior distanciação entre o clube e a sua enorme base de apoio.

É certo que os tempos são outros, o romantismo perdeu-se e hoje em dia é completamente incompatível com clubes-empresas, sobretudo num futebol onde impera a lei dos grupos económicos e a sinistra influência dos empresários, e onde a pressão para obter bons resultados desportivos é maior que nunca!

Neste escabroso cenário e nesta amarga realidade, apresenta-se-nos um terrível dilema:

Teimamos em ser fieis aos nossos princípios, não abdicando da nossa identidade, mas correndo o risco de não ter capacidade para competir com armas desiguais face às dos demais?
ou
embarcamos na mesma lógica dos nossos concorrentes, alienamos a nossa tradição, banalizamos a nossa mística, e somos apenas mais um clube no meio de muitos?

Na minha modesta opinião, creio que ainda não é tarde para procurarmos uma terceira via que congregue o melhor das outras duas opções!

Será José Eduardo Simões o homem certo para o tentar? Sinceramente? Não sei!

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