Joeano
Bem tornado seja!






«Espero que denunciem o que se passou aqui hoje. Na primeira expulsão existe um rigor excessivo, pois o Dame limitou-se a comemorar o golo e, no segundo amarelo, toca na bola.
A expulsão do Kaká também é ridícula e no golo do Leixões há uma carga clara do Elvis sobre o meu defesa. No plano técnico, houve uma gestão injusta para a Académica.
É lamentável que no século XXI se passem coisas que abundavam nos anos 60 e 70.»
Manuel Machado, mostrando toda a sua irritação no final do jogo de Matosinhos, pese embora a vitória por nós alcançada.




«O primeiro golo é que foi relevante no sentido da atribuição da vitória do Benfica. Sofrer um golo aos dois minutos condiciona todos os nossos objectivos. O Benfica pôde depois mudar a atitude, defender atrás da linha da bola e fazer transições rápidas para o ataque.
Do jogo fica ainda uma excelente primeira parte, muito viva com jogadas de perigo nas duas balizas, intenções ofensivas e futebol rápido.
Acho que o empate era o mais justo, olhando para o desempenho das duas equipas. Sobretudo se levarmos em linha de conta que o primeiro golo é irregular.
A Académica está apenas duas posições acima da linha de água? A Académica acaba a primeira volta com cinco pontos de vantagem sobre a linha de água, isso é que é importante referir. Não é uma plataforma cómoda, mas é uma almofada que nos permite olhar para o futuro com optimismo.»
Manuel Machado (MaisFutebol)




«A Taça de Portugal é a única competição alternativa ao Campeonato, tem grande prestígio, e, por isso, terá de ser encarada com toda a seriedade e empenho. Queremos dar continuidade ao nível exibicional dos últimos 5/6 jogos e adicionar a isso o rendimento que nos tem faltado por uma multiplicidade de factores.
Temos um Campeonato paupérrimo, no qual as assimetrias são cada vez mais evidentes, com os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres de época para época. Resta a Taça como alternativa interessante para as pequenas colectividades.
Penso que o actual enquadramento competitivo não contribuiu em nada para desenvolver a modalidade quer desportiva, quer financeiramente. O tecido desportivo nacional continua a ser lesado pelas últimas decisões, como a redução do número de clubes. Não digo que isso venha a ser catastrófico, mas vejo o futuro do futebol português com grande apreensão.
[sobre a redução do número de clubes] Se fosse essa a solução, então poderíamos reduzir mais ainda até termos um campeão europeu. Não me parece. O F.C. Porto ganhou a Liga dos Campeões quando tínhamos 18 clubes no Campeonato e, se reparem, quem ganha essa prova normalmente vem de países com ligas de 20 clubes.»
Manuel Machado (MaisFutebol)
