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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O QUE É NACIONAL, É BOM!


Pode morar em Coimbra a equipa mais portuguesa da Liga. Ainda não há dados oficiais, pois o Sindicato dos Jogadores só irá proceder a uma análise quando terminarem as inscrições, mas, quando o fizer, a Académica estará certamente numa posição cimeira da lista. Caso para dizer, o que é nacional é bom, pelo menos na cidade do Mondego.

De acordo com os elementos compilados pelo Maisfutebol, no plantel estudantil há 70 por cento de jogadores portugueses. Um índice cerca de 25 por cento mais alto do que a média nacional, de acordo com o último estudo da estrutura sindical sobre a matéria, relativo aos atletas utilizados pelos clubes profissionais na passada temporada.

Nesta análise, são considerados os actuais 26 jogadores do grupo principal da Briosa, embora outros estejam inscritos na Liga, como Pedro Roma, ou aqueles que foram entretanto colocados no Tourizense, a quem a Académica cede periodicamente jogadores para ganharem experiência. São 8 no total os estrangeiros (Berger, Luiz Nunes, Paulo Sérgio, Bru, Tiero, Diogo Gomes, Vouho e Sougou), pois Lito e Éder não foram incluídos por já terem dupla nacionalidade.

Esta paixão lusitana deve-se à contratação para a nova época de apenas um estrangeiro (Bru), mesclado com os regressos de mais dois, Vouho e Paulo Sérgio, portanto cerca de 11 por cento do efectivo. Já na época anterior, tinham entrado sete jogadores não nascidos em Portugal, o que, para um plantel de 24 elementos, dava na altura uma percentagem bem mais alta: cerca de 29 por cento. O número de jogadores portugueses aumentou significativamente, pois no início da época transacta 45 por cento dos atletas eram estrangeiros (11).

A tendência na aposta nacional começou a ser visível sobretudo no consolado de Domingos Paciência, a partir da segunda metade da época passada, quando Amoreirinha, Hélder Cabral e Carlos Saleiro reforçaram o plantel em Janeiro. E, já agora, a média de idades é de 25,03, fruto da inclusão de jovens como Traquina (20 anos), Licá (20), Éder (21) ou Emídio Rafael (23).

Evangelista aplaude

Informado, pelo Maisfutebol, sobre esta realidade da Académica, o presidente do Sindicato de Jogadores não escondeu o seu agrado. «Se vemos a terreiro criticar quando há excesso de estrangeiros, também temos de nos congratular e dar os parabéns Às equipas que apostam nos jogadores nacionais. É este tipo de política que garante a continuidade do futebol português», comentou Joaquim Evangelista.

O sindicalista não evitou, todavia, um desabafo: «Só é pena que esta filosofia da Académica não possa ser suficiente para garantir um aumento do número de jogadores portugueses na Liga em geral. Infelizmente, pelas informações que me vão chegando, o número de estrangeiros no nosso futebol ainda irá ser maior esta época [na anterior, na Liga, havia 53, 7 % de jogadores não nacionais].


Nuno A.

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