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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

VIILAS BOAS AFIRMA SENTIR-SE HONRADO



André Villas Boas, o ex-colaborador de José Mourinho para a observação de adversários, foi apresentado como novo treinador da Académica, sucedendo a Rogério Gonçalves. Por ter trabalhado durante tanto tempo (sete anos) com um dos melhores treinadores do Mundo, o jovem técnico (31 anos, o mais novo da Liga) terá de começar a construir a sua própria identidade, demarcando-se do antigo «patrão» o mais depressa possível.

«Quero destacar-me do que conquistei no passado e com José Mourinho. Quero focalizar-me no que tenho. Não estou aqui para satisfazer um capricho meu. Disse ao Mourinho em Outubro do ano passado, que me sentia pronto para assumir uma equipa. A partir daí, deu-me liberdade para começar a procurar. A oportunidade surgiu. Penso que sou capaz e tenho plena consciência das minhas capacidades. Quero conquistar a Académica. Quero assentar na Académica. É um projecto que quero fazer por vencer», revelou o treinador da Briosa, na sua primeira conferência de imprensa.

Quando soube do convite, Mourinho não disfarçou a satisfação ao ver o pupilo a abraçar uma nova carreira: «Foi um sentimento de alegria enorme para ele e para mim. Ao mesmo tempo foi o fim de uma relação de sete anos, que foi muito positiva. Foi uma equipa técnica com muitos títulos. Estou-lhe grato pela primeira oportunidade que me deu. Mas ele tem a sua personalidade e eu tenho a minha, que é diferente.»

Inverter situação da Académica

André Villas Boas veio encontrar uma equipa no último lugar da classificação e desmoralizada pelos maus resultados, que urge recuperar: «Acima de tudo, é uma honra para mim estar aqui. Sinto uma grande alegria, mas também tenho consciência do desafio que tenho pela frente. Quero inverter a situação o mais rápido possível. Nas conversas que tive com os jogadores fiz-lhes perceber que são melhores do que a posição que ocupam na tabela onde. O objectivo é, passo a passo, ir o mais longe possível no Campeonato e nas Taças.»

O novo técnico dos estudantes quer trazer ideias novas e mais rigor ao clube, numa aposta que não se fica apenas por metas imediatas. «Entendo que a minha chegada é uma chicotada psicológica. Mas isso não chega. Quero trazer rigor, organização, novos métodos de trabalho e outras formas de abordagem. Trata-se de um projecto que toca não só nos objectivos para esta época, mas também nos objectivos para a próxima, no futuro da Académica, do Tourizense, das camadas jovens, e orientado com muito mais rigor da equipa principal. Quando conseguirmos a tranquilidade. Daremos mais atenção a outros aspectos», promete.

Do plantel, diz já ter algum conhecimento mas espera tê-lo na mão o mais rapidamente possível: «Só se conhecem os jogadores quando se começa a trabalhar com eles. Quero assimilar o mais rapidamente toda a informação possível. Não é uma situação fácil de gerir. Há que tomar decisões. Já tinha as minhas ideias, com os DVD. Penso as conclusões que tirei são correctas e outras virão com a vivencia diária.»

Reencontro com o F.C. Porto

Confirmando que vai orientar a equipa já no próximo domingo, para a Taça de Portugal, frente ao Portimonense, Villas Boas fez desde logo a antevisão do primeiro encontro para a Liga, frente ao F.C. Porto, onde começou a trabalhar. «É um dos adversários mais difíceis. É uma deslocação e tem significado especial pelo passado, pois foi o clube que me lançou mas estou completamente focalizado na Académica. Quero inverter a situação da equipa. Quem pensa que estamos num lugar legítimo, está completamente enganado», finalizou.

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