SEMPRE BRIOSA

Briosa... se jogasses no céu, morreria só para te ver jogar!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A 180 MINUTOS DO JAMOR



Pedro Emanuel em discurso directo, na Bola:

A Académica é favorita?

Não sei porquê! Quando chegamos a esta fase da prova, tudo pode acontecer, independentemente do escalão. Lembro-me que há uns anos o Leixões, que da II Liga, chegou à final. Isso para mim, pouco me diz. O que me interessa é a nossa produtividade em campo para podermos justificar a passagem à final.

Acredita que a eliminatória pode ficar decidida na primeira mão?

Acho que não. É a duas mãos e estamos a contar jogar 180 minutos para podermos demonstrar que temos capacidade para chegarmos à final, que é a nossa ambição.

Como sente o grupo?

Acima de tudo os jogadores estão a viver este momento de uma forma alegre. Estamos com os pés bem assentes na terra porque ainda nada foi conseguido, há dois jogos por disputar. Não acho que tenha que ser uma responsabilidade acrescida. Deve ser sim um momento de prazer por poderem chegar tão longe numa prova que tem bastantes pergaminhos em Portugal. Valorizamos o adversário e temos que ter o máximo de cuidado para ultrapassarmos a Oliveirense. Tivemos um percurso de grande esforço para aqui chegar, e é lógico que o grupo está muito entusiasmado para disputar esta meia-final. Vamos alimentar o sonho porque, muitas das vezes, estes são momentos únicos nas carreiras dos atletas e por isso deve ser valorizado.

O que é que a Académica tem que fazer para vencer a eliminatória?

O mais importante é não perdermos a nossa identidade. A Oliveirense é uma equipa extremamente competitiva, têm-no demonstrado, tem o melhor marcador da Liga Orangina, tem produtividade e transições fortes e conta com jogadores experientes contra os quais eu tive a oportunidade de jogar. Julgo que estão reunidas todas as condições para ser um bom espetáculo, que arraste gente ao estádio, que é a alegria do futebol.

Têm noção que podem entrar na história do clube?

A história é para se ir fazendo sempre. Eu fui três ou quatro vezes à final da Taça de Portugal enquanto jogador e na última não tinha menos ambição do que na primeira. O caminho faz-se quando uma pessoa está motivada para fazer história e quer superar as dificuldades. Pelo que tem sido o nosso trajeto até aqui, os jogadores merecem-no. Vamos deixar tudo em campo para proporcionar essa alegria aos adeptos e à cidade, uma vez que o clube não está no Jamor desde 1969. A Académica tem muitos pergaminhos no futebol português e nós temos que saber valorizar isso.
Está a ser criada uma grande envolvência em redor do jogo e fico contente com isso.
Gostava que estivessem 30 mil adeptos no estádio.

Nuno A.

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